quarta-feira, 15 de abril de 2009

Bancos legalizam nos EUA a fraude contábil nos balanços

O fim da marcação a mercado nos EUA?



Hora do Povo, 15.4.2009



O órgão federal responsável pelas normas contábeis mudou padrões para permitir que bancos atribuam o valor que queiram a seus papéis podres e possam disfarçar rombos. Com isso, vários bancos zumbis anunciaram “altos lucros” neste primeiro trimestre



Se a febre é muito alta, e não há como baixá-la, que tal quebrar o termômetro? Já que nem o bail out, nem reza brava, andavam impedindo bancos dos EUA de irem, um após outro, à lona, o que sucedeu nos últimos três meses a 23 deles, o órgão federal responsável pelas normas contábeis nos bancos, o “Financial Accounting Standards Board (Fasb), mudou os padrões de contabilidade para permitir que os bancos atribuam o valor que queiram a seus “ativos ilíquidos” – conforme a revista “The Economist” classifica os papéis podres. E, para melhorar ainda mais a maquiagem, também autorizou que possam disfarçar os monumentais rombos através do expediente de esticar sua contabilização por prazos maiores, isto é, diluírem o atual balancete. Com tal prestidigitação, esses bancos podem exibir uma “recuperação” em suas reservas de capital, sem se livrarem do lixo tóxico. Uma beleza. Antes mesmo da nova “norma”, o pra lá de arrombado Citibank já havia anunciado fantasmagórico “lucro”, sendo seguido pelo Wells Fargo/Wachovia, e, agora, pelo Goldman Sachs.



“ENRONOMICS”



Digamos que isso, antigamente, seria conhecido como falsificação de balancete, “enronomics”, mas os bancos arrombados acabam de obter a legalização da fraude contábil. Como os papéis podres em poder dos mastodônticos bancos norte-americanos agora valem 10% - e até menos - do valor de face, foi para o espaço aquela história de que é o “mercado” que “determina tudo” e, no lugar do preço “mark-to-market” (determinado pelo mercado), fabricaram o “mark-to-model” (marcado segundo o “modelo”, isto é, a fantasia que quiserem). A falseta deve integrar o esforço dos banqueiros a favor da re-regulamentação, dentro do espírito “cara, o especulador ganha”, “coroa, o contribuinte perde”. Ironicamente, a revista relatou que “atiraram no mensageiro”, para acrescentar: “regras de contabilidade estão sob ataque”.



Referindo-se ao bail out fase II, sob Thimothy Geithner na Secretaria do Tesouro em substituição a Henry Paulson, a “Economist” descreveu os ativos podres (“legados”) em mãos dos dez maiores bancos dos EUA como US$ 3,6 trilhões no final de 2008, ou cerca de um terço dos ativos deles”. Considerou, ainda, que “a vasta maioria” dos papéis podres ainda não tinha tido baixa contábil por parte desses “dez maiores” bancos e, estimou em 3% - uma diferença minúscula - entre o valor real desses ativos e o de “mercado”. Como se alguém fosse se aventurar a deglutir esse lixo a rodo, para ganhar 3%. De acordo com tal raciocínio, essa diferença de 3%, “que poderia não parecer muito”, implicaria em praticamente dizimar “um - quarto” das reservas de capital desses dez maiores.



Mas vamos aos bons ventos na Goldman Sachs, que segundo o “Washington Post” “registrou fortes lucros” de US$ 1,66 bilhão no primeiro trimestre do ano e que pretende “levantar US$ 5 bilhões” em capital novo, e se livrar dos controles decorrentes do bail out. As receitas no período foram 13% maiores em relação ao ano passado, para US$ 9,43 bilhões. Mas o jornal observou que em dezembro, ainda houve uma perda de US$ 1 bilhão, “enfatizando como a fortuna pode mudar rapidamente”. O motivo alegado pelo responsável financeiro da Goldman, David Viniar, para deixar o bail out foi que o banco “estaria sob menos escrutínio, e menos pressão”. Menos escrutínio, quase certamente, e o bônus agradece, assim como os esforçados executivos e operadores de derivativos. Quanto a “menos pressão”... Como um analista de outra arapuca do ramo, a Barclays inglesa, notou, “caso se olhe a maioria das condições” que levaram ao bail out dos bancos, “tais condições não mudaram”.



ANTONIO PIMENTA

Suíço UBS anuncia prejuízo bilionário e corte de 8.700 empregos

15/04/2009 - 06h11


Genebra, 15 abr (EFE).- O banco suíço UBS perdeu cerca de 2 bilhões de francos suíços (1,3 bilhão de euros) no primeiro trimestre do ano e informou que porá fim a 8.700 postos de trabalho dentro de um ano.

O primeiro resultado trimestral de 2009 mostrou perdas de 3,9 bilhões de francos (2,55 bilhões de euros) em investimentos de risco não líquidos, como diz a empresa em comunicado.

Outras perdas se deveram a provisões por riscos em créditos e a adaptações do valor dos "ativos tóxicos" que o UBS transferiu a um fundo especial criado pelo banco central da Suíça.

O novo diretor-geral, o alemão Oswald Grübel, que deverá ser hoje confirmado pela assembleia de acionistas reunida em Zurique, assegurou em discurso que apesar de o banco se encontrar em um bom caminho, os resultados não serão vistos a médio prazo.

Grübel lembrou que há uma multiplicidade de frentes a serem atacadas, mas se mostrou "confiante" a longo prazo.

Segundo o novo homem forte do UBS, a reestruturação do banco deve assegurar uma poupança de entre 3,5 e 4 bilhões de francos (2,315 e 2,6 bilhões de euro) de agora até o fim de 2010.

terça-feira, 14 de abril de 2009

UBS usou projetos sociais para ajudar evasão fiscal, diz jornal

Banco incentivava milionários, que quisessem manter suas contas não declaradas, a doar parte de recursos
Jamil Chade - O Estado de S. Paulo

GENEBRA - O UBS teria usado projetos sociais para ajudar milionários de todo o mundo a praticar evasão fiscal. Nesta terça-feira, 14, o jornal suíço Le Temps revelou que o banco incentivava clientes milionários, que quisessem manter suas contas não declaradas, a dar parte de seus recursos a projetos sociais espalhados pelo mundo como forma de contornar as autoridades fiscais. No Brasil, o UBS apoia três projetos sociais: a melhoria de escolas na Bahia, pesquisas contra a doença de Chagas e ainda assistência a crianças prematuras no Rio de Janeiro.

Segundo o jornal Le Temps, de Genebra, o UBS criou em 1999 a fundação Optimus, que gerenciava uma fortuna de mais de US$ 30 milhões em 2007 para aplicar em projetos sociais. Além disso, contava com recursos de mais de US$ 50 milhões depositados por doadores em um fundo de investimento em Luxemburgo, outro paraíso fiscal. Os dividendos e juros gerados pelo fundo eram destinados aos programas sociais do UBS.

A Optimus, portanto, conseguiu financiar mais de 70 projetos pelo mundo. O futuro da fundação ainda será alvo de um debate, hoje, na assembleia geral da UBS. Uma parte dos fundos que chegava à Optimus viria diretamente de clientes tentando evadir seus fiscos. Segundo o Le Temps, os gerentes do UBS estavam sendo pressionados desde 2001 a vender a ideia de investir na Optimus a seus clientes com remessas não declaradas.

S U Í Ç A - Lavanderia de dinheiro

Artigo de Gilles Lapouge - Paris.

U.B.S - A maior lavanderia de dinheiro do mundo ameaça falir e poderá arrastar consigo, um país inteiro!!!

União de Bancos Suíços, a coisa está muito feia! Está pegando fogo!

Agoniza o segredo bancário suíço.

Artigo de Gilles Lapouge - Paris.

A Suíça tremula. Zurique alarma-se!



Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basiléia e Berna estão ofegantes. Poderia dizer-se que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um moribundo. Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o segredo bancário suíço. O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama. O primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira.



A UBS - União de Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça, viu-se obrigada a fornecer os nomes de 250 clientes americanos por ela ajudados para fraudar o fisco. O banco protestou, mas os suíços, então, passaram os nomes. E a vida bancária foi retomada, tranquilamente. Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado.



Desta vez os americanos golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes titulares de contas ilegais!



O banco protestou. A Suíça está temerosa. O partido de extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que o segredo bancário seja inscrito e ancorado pela Constituição federal.



Mas, como resistir!??...



A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse país que aufere um terço dos seus benefícios.



Um dos pilares da Suíça está sendo sacudido. O segredo bancário suíço não é coisa recente.



Esse dogma foi proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714. No início do século 19, o escritor francês Chateaubriand escreveu que neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaram os bancos em cima das calamidades humanas. Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe econômica.



Para Hans Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de Bancos Suíços custaria 300 bilhões de francos suíços ou 201 milhões de dólares.



E não se trata apenas do UBS. Toda a rede bancária do país funciona da mesma maneira. O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de 30 anos denuncia a imoralidade helvética, estima que os banqueiros do país, amparados no segredo bancário, fazem frutificar três trilhões de dólares de fortunas privadas estrangeiras, sendo que os ativos estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão, são nitidamente minoritários. Ziegler acrescenta ainda que se calcula em 27% a parte da Suíça no conjunto dos mercados financeiros "offshore" do mundo, bem à frente de Luxemburgo, Caribe ou o extremo Oriente.



Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos. O manejo do dinheiro na Suíça, diz Ziegler, reveste-se de um caráter sacramental. Guardar, recolher, contar, especular e ocultar o dinheiro, são todos actos que se revestem de uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular e realizam-se em silêncio e recolhimento...



Onde param as fortunas recolhidas pela Alemanha Nazi? Onde estão as fortunas colossais de ditadores como Mobutu do Zaire, Eduardo dos Santos de Angola, dos Barões da droga Colombiana, Papa-Doc do Haiti, de Mugabe, do Zimbabwe e da Mafia Russa?



Quantos atuais e ex-governantes, presidentes, ministros, reis e outros instalados no poder, até em cargos mais discretos como Presidentes de Municípios têm chorudas contas na Suíça?



Quantas ficam eternamente esquecidas na Suíça, congeladas, e quando os titulares das contas morrem ou caem da cadeira do poder, estas tornam-se impossíveis de alcançar pelos legítimos herdeiros ou pelos países que indevidamente espoliaram?



Porque após a morte de Mobutu, os seus filhos nunca conseguiram entrar na Suíça? Tudo lá ficou para sempre e em segredo...



A agora surge um outro perigo, depois do duro golpe dos americanos.



Na mini-cúpula européia que se realizou em Berlim, em preparação ao encontro do G-20 em Londres, França, Alemanha e Inglaterra (o que foi inesperado) chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos fiscais.



"Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional", vociferou a chanceler Angela Merkel.



No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico, Alistair Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias europeias. Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do G-20 de Londres, quando serão debatidas as sanções a serem adotadas contra os paraísos fiscais.



Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário. Mas até agora, em razão da prosperidade econômica mundial, todas as tentativas eram abortadas.



Hoje, estamos em crise. Viva a crise!!!



Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a imoralidade desses remansos de paz para o dinheiro corrompido. Hoje ele é presidente. É preciso acrescentar que os Estados Unidos têm muitos defeitos, mas a fraude fiscal sempre foi considerada um dos crimes mais graves no país.



Nos anos 30, os americanos conseguiram laçar Al Capone.

Sob que pretexto? Fraude fiscal.



Para muito breve, a queda do império financeiro suíço!

FIM

quinta-feira, 9 de abril de 2009

PF apreende documentos em 8 endereços do Opportunity

Quinta-Feira, 09 de Abril de 2009



Blitz em busca de contratos de mútuo alcançou até o departamento jurídico do banco

Fausto Macedo

Em busca de contratos de mútuo, que a Lei do Colarinho-Branco veda expressamente entre empresas de um mesmo grupo, a Polícia Federal vasculhou ontem oito endereços do Opportunity, controlado pelo banqueiro Daniel Dantas.

O foco principal da operação foi a sede do banco no Rio. A operação, ordenada pelo juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, é desdobramento da Satiagraha - inquérito contra Dantas por suposto envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crimes financeiros.

A blitz alcançou até o departamento jurídico da corporação, o que provocou protestos da classe dos advogados. Diante da resistência dos bacharéis, que invocavam o estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil para manter seu espaço a salvo da ação, a PF solicitou a De Sanctis mandado específico para inspecionar as salas do setor jurídico. O magistrado acolheu o pedido sob argumento de que um dos alvos da Satiagraha se chama Daniele Silbergleid.

Diretora jurídica do Opportunity, Daniele é formalmente citada no inquérito: "Figura da real importância do grupo, travestida de diretora jurídica, atua na ponta com operadores do grupo, está ligada diretamente ao líder da organização criminosa, Daniel Dantas, fornecendo não só conselhos na área jurídica, repassados por outros escritórios de advocacia contratados."

JURÍDICO

Amparado nessa suspeita, levantada pelo delegado Protógenes Queiroz, mentor da Satiagraha, o juiz federal justificou a busca no jurídico do Opportunity. Segundo De Sanctis, o estatuto da OAB "permite a violabilidade de escritórios de advogados quando seus clientes investigados supostamente participarem como autores, coautores ou partícipes de crimes".

Foi a segunda vez, em duas semanas, que o magistrado ordenou buscas nesse tipo de recinto. Na manhã de 25 de março, a Operação Castelo de Areia apreendeu documentos no departamento jurídico da empreiteira Camargo Corrêa.

A direção do Opportunity repudiou com veemência a maior ofensiva policial contra suas instalações desde que Satiagraha foi deflagrada, na manhã de 8 de julho - quando Dantas e todos os seus auxiliares diretos foram conduzidos à prisão -, da qual o banqueiro se livrou por ordem do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal.

O inquérito entrou em sua etapa final. O procurador da República Rodrigo de Grandis informou que "já tem elementos suficientes" para oferecer denúncia penal contra Dantas e dirigentes do Opportunity. A PF estima que em 30 dias, no máximo, encerra a investigação sobre o Opportunity Fund, por meio do qual Dantas teria promovido remessas ilegais para paraísos fiscais.

Segundo a Polícia Federal, a apreensão tornou-se necessária após surgimento de indícios de que transferências de recursos entre empresas do grupo, mediante contratos de mútuo e Adiantamentos de Futuro Aumento de Capital, poderiam estar relacionadas a crimes.

A busca mirava livros contábeis e contratos que teriam sido firmados por empresas financeiras e não-financeiras do grupo. Tal expediente, diz a PF, é adotado comumente por instituições para girar recursos em grande volume ou ocultar valores de origem ilícita. Para camuflar esse tipo de operação, companhias com ligações societárias valem-se do "biombo", pessoas jurídicas que servem de laranjas para captar e repassar dinheiro.

O artigo 17 da Lei 7.492/86 (Lei do Colarinho-Branco) pune com até seis anos de reclusão o dirigente que "tomar ou receber, direta ou indiretamente, empréstimo ou adiantamento ou deferi-lo a controlador, a administrador, a membro de conselho estatutário ou a sociedade cujo controle seja por ele exercido".

A PF recolheu documentos fiscais de registro obrigatório da contabilidade. Os livros haviam sido solicitados ao Opportunity, que teria se negado a apresentá-los sob alegação de que a Polícia Federal já os possuía em meio eletrônico. A PF esclareceu que havia obtido apenas parte das informações. Dois diretores do banco, Eduardo Penido Monteiro e Norberto Aguiar Tomaz, teriam respondido que a Polícia Federal já havia levado todos os documentos, no início do inquérito. Observaram que o Opportunity não é obrigado a fazer prova contra a própria instituição. "(A resistência) motivou o pedido de busca", disse o procurador Rodrigo de Grandis. "(A ação) visa a contratos de mútuo, sem prejuízo de outros eventuais crimes financeiros."

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Justiça confisca US$ 10,8 milhões em bens de Madoff por fraude bilionária

01/04/2009 - 21h37

da Folha Online

Várias autoridades da polícia judicial americana (US Marshals) apreenderam bens e uma propriedade do investidor e ex-presidente da Bolsa Nasdaq Bernard Madoff, acusado de montar um esquema fraudulento que causou um prejuízo de mais de US$ 50 bilhões a milhares de investidores, na maior fraude na história de Wall Street.

Um levantamento realizado pela agência de notícias Associated Press mostra que o valor das apreensões pode chegar a cerca de US$ 10,8 milhões. "Isso não é uma piada de 1º de Abril", afirmou Barry Golden, porta-voz da polícia judicial após as ações.

Hans Deryk /Reuters

Estimado em US$ 1,5 milhão, iate de Madoff estava em marina perto de Miami (EUA)
Um dos bens confiscados é um iate de luxo avaliado em mais de US$ 1,5 milhão que estava ancorado em uma marina de Davie, ao norte de Miami, no Estado da Flórida. Em Palm Beach, no mesmo Estado, os federais fecharam uma mansão de cerca de 2,66 mil metros quadrados avaliada em US$ 9,3 milhões.

A casa, que estava em nome da esposa de Madoff, Ruth, teve fechaduras de portas e janelas trocadas. Segundo a US Marshals, a casa estava vazia no momento da chegada da polícia.

Golden afirmou que passou cerca de três horas filmando e fotografando o interior do local para futura avaliação dos itens guardados lá. "Nada do que foi apreendido pela polícia continua sendo de propriedade de Madoff", afirmou o porta-voz. "Agora é dever do Estado 'monitorar e manter' os bens."

Madoff, 70, é protagonista de uma das maiores fraudes já descobertas e espera na prisão receber uma sentença, em junho, após se declarar culpado de 11 acusações relacionadas a uma fraude multimilionária que afetou milhares de investidores.

Filhos do réu

Louis Lanzano/AP

Madoff declarou à Justiça que é responsável por fraude que causou prejuízo de US$ 50 bi
Nesta quarta-feira, o juiz Arthur Hiller, do Estado de Connecticut (nordeste dos Estados Unidos), ordenou o congelamento dos ativos dos filhos de Madoff para evitar que eles vendam as propriedades que têm numa localidade desse Estado.

O site do jornal 'Connecticut Post' informou que a cidade de Fairfield e seu Comitê Previdenciário recorreram à Suprema Corte de Bridgeport para tentar minimizar o prejuízo bilionário que Madoff e sua família causaram ao enganar vários habitantes do lugar.

Aparentemente, o Comitê Previdenciário de Fairfield investiu US$ 22 milhões nos negócios de Madoff por meio de vários grupos de investimento. Tempos depois, o grupo foi informado que a soma aplicada havia rendido até atingir US$ 42 milhões.

Além de Andrew e Mark Madoff, terão seus bens congelados Walter Noel, fundador da Fairfield Greenwich Group, e o genro deste último e diretor do grupo, Andrés Piedrahíta, assim como outros três gerentes de fundos.

terça-feira, 24 de março de 2009

CARTA DE PROTÓGENES QUEIROZ AO PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS BARACK OBAMA

*Para sua informação. Retransmito cópia de carta em Inglês, traduzida para
português, de Protógenes Queiroz ao Presidente dos USA, Barack Obama,
postada em seu Blog em 27.02.2009.*
**
*For your information, please refer to letter below in English.*


- Postado por *Protógenes
Queiroz*em
27 fevereiro 2009 às 15:00


Estimado Presidente Barack Obama –

Como é amplamente reconhecido, a sua eleição ao cargo supremo dos EUA
reafirma e fortalece a luta pela democracia e pela justiça travada por
cidadãos honrados em nações do mundo inteiro. Acreditamos que existe, de
fato, "uma luta em andamento que vai além do oceano" dizendo respeito ao
bem-estar de toda a coletividade humana. É nesse espírito que estamos
enviando essa comunicação à sua atenção.

O Brasil vive momentos de fragilidade, pois evidências de esquemas de
corrupção que ameaçam a soberania de nosso país estão presentemente sendo
avaliadas nos EUA. Precisamos, portanto, do seu apoio. Sabemos, afinal, que
o crime organizado internacional não tem qualquer comprometimento com o
valor público das nações do planeta, mas apenas com a sua dizimação, fato
que perpetua o flagelo e o sofrimento de centenas de milhões de seres
humanos em todos os países.

A luta brasileira contra a corrupção tem se tornado mais intensificada
nesses últimos meses conforme a operação Satiagraha da Polícia Federal tem
evidenciado ao povo brasileiro o envolvimento dos três poderes da república
em esquemas de corrupção. Isso se tornou público a partir da apreensão e
condenação do banqueiro-bandido Daniel Dantas, o agente financeiro de
inúmeras fraudes e atos criminosos realizados nos últimos 15 anos em
conjunto com os mais altos representantes públicos dos poderes executivo,
legislativo e judiciário do Brasil.

Como resultado desse quadro lamentável, os poderes da república brasileira
têm agido de forma patentemente arbitrária e antidemocrática, visando
obstruir os processos da lei e da ordem, dessa forma traindo os interesses
190 milhões de cidadãos brasileiros ao favorecer bandidos já condenados
pelas leis do país.

O fato é que os 2 bilhões de dólares já bloqueados com a ajuda de governos
estrangeiros – do total de U$ 16 bilhões desviados pelo banqueiro-bandido
Daniel Dantas – mostram a veracidade dos crimes e provam que a luta vai,
sim, além dos oceanos. Mesmo assim e apesar de ter sido condenado a dez anos
de prisão bem como ao pagamento de multa de R$ 12 milhões por tentar
subornar um delegado da Policia Federal, o banqueiro-bandido condenado
responde a sentença em liberdade após receber dois Hábeas Corpus sucessivos
contrariando todo o histórico de julgamentos e súmulas da Suprema Corte
brasileira.

Infelizmente, não é apenas o judiciário que está no payroll do
banqueiro-bandido Daniel Dantas. O próprio presidente da república, o Lula,
acaba de colocar los amigos para assumir controle do Sistema Brasileiro de
Inteligência (Sisbin) com um decreto no dia 19 de fevereiro de 2009, visando
obstruir processos relativos à soberania da nação – aliás, uma jogada não
muito distante do Patriot Act do presidente G.W. Bush que custou aos EUA um
atraso que o senhor pode mensurar melhor do que ninguém. No caso em questão,
11 entidades autônomas, incluindo as forças armadas brasileiras, formavam um
conselho consultivo que coordenava a Sisbin. Esse conselho foi agora
substituído por um comitê de seis indivíduos amigos de Lula, todos com um
passado ético extremamente questionável.

Como é de conhecimento público, as informações da investigação Satiagraha
contendo provas irrefutáveis dos crimes mencionados acima se encontram em 12
discos rígidos, encontrados dentro de uma parede oca na residência do
banqueiro-bandido Daniel Dantas, os quais estão presentemente nas mãos da
CIA nos EUA para serem analisados e revelados os esquemas de corrupção no
Brasil com reflexos no seu país. Não é difícil imaginar as razões que
levaram essas evidências para longe do Brasil ao considerarmos a seriedade
dos crimes cometidos e o poder dos criminosos envolvidos, cuja lista abrange
expoentes do sistema financeiro internacional, alguns já bem conhecidos do
público estadunidense.

Assim como o senhor, o senador Russ Feingold e milhões de homens e mulheres
honrados em seu país, a grande maioria dos brasileiros acredita que a lei
deve valer para todos equitativamente, caso contrário a democracia se torna
uma mentira e colocamos em risco o futuro da liberdade e da cidadania no
mundo. Temos que lutar juntos pela transparência e pela justiça dia e noite
para que as forças corruptas não se imponham sobre as forças do bem e por
isso acreditamos vigorosamente que não pode haver protelações quanto à
justiça clamada pelo povo brasileiro em face da crise moral que assola o
Brasil.

Finalmente, lutamos pela justiça HOJE. Como escreveu Martin Luther King Jr.,
"Justiça atrasada é justiça negada". Então, contamos com a sua vigilância e
o seu apoio para que os processos de avaliação e divulgação dos dados
contidos nos 12 discos rígidos em poder da CIA não sejam obstruídos.
Queremos apenas a verdade, pois sabemos que basta a verdade para que a
soberania do nosso povo seja garantida.

Deus abençoe o senhor, sua família, o povo americano e todas as suas
iniciativas visando o aprimoramento social da humanidade.

Atenciosamente,

Protógenes Queiroz
*www.protogenescontraacorrupcao.ning.com*

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*(English)*

Dear President Barack Obama -

As it is widely recognized, your election to the highest office of the USA
reaffirms and strengthens the fight for democracy and justice waged by
honorable citizens in nations around the world. We believe that there is, in
fact, a struggle in progress that goes beyond the ocean dealing with the
welfare of the whole human community. It is in this spirit that we are
sending this communication to your attention.

Brazil is living moments of fragility, as the evidence of corruption schemes
that threaten the sovereignty of our country is currently being assessed in
the USA. We therefore need your support. We know, after all, that
international crime organizations have no interest in the public value of
nations, but only in its decimation, which perpetuates the scourge and
suffering of hundreds of millions of human beings in all nations.

The Brazilian fight against corruption has become more intensified in recent
months as the Federal Police Satyagraha operations have evidenced to the
Brazilian people the involvement of all three powers of the republic in
corruption schemes. This became public with the seizure and conviction of
banker-gangster Daniel Dantas, the financial agent of numerous frauds and
criminal acts done in the past 15 years in conjunction with the highest
government representatives of the executive, legislative and judiciary
branches.

As the result of this deplorable picture, the powers of the Brazilian
republic have acted in ways that are patently arbitrary and undemocratic in
order to obstruct due processes of law and order, thus betraying the
interests of 190 million Brazilian citizens by favoring criminals that have
been already convicted by the laws of the country.

The fact is that 2 billion dollars have already been seized with the help of
foreign governments – from a total of U$ 16 billion embezzled by
banker-gangster Daniel Dantas – which shows the veracity of the crime and
also proves that the fight indeed goes beyond the oceans. Even so and
despite having been arrested twice, sentenced to ten years in jail and to
pay a fine of R$ 12 million for trying to bribe a federal police officer,
the convicted banker-gangster responds the verdict in liberty after two
consecutives writs of Habeas Corpus were issued in contradiction with the
whole history of judgment and dockets of the Brazilian Supreme Court.

Unfortunately, it is not only the judiciary that is on the payroll of
banker-gangster Daniel Dantas. The president of the republic, Lula, just put
los amigos to take control over the Brazilian Intelligence System (Sisbin)
with a decree on February 19, 2009, to obstruct proceedings concerning the
sovereignty of the nation – indeed, a move not far from the Patriot Act that
cost the USA a setback which you can measure better than anyone. In this
case, 11 autonomous entities, including the Brazilian armed forces, formed a
council that coordinated Sisbin. This council has now been replaced by a
committee of six individuals, friends of Lula, all with a highly
questionable ethical legacy.

It is public knowledge that the information from the Satiagraha
investigation containing evidence of the mentioned above crimes are in 12
hard disks found inside a hollow wall in the residence of the
banker-gangster, which are currently in the hands of the CIA in the USA in
order to be analyzed and reveal the schemes of corruption in Brazil that
echoes in your own country. It is not difficult to imagine the reasons why
such evidence was taken away from Brazil when we consider the seriousness of
the crimes committed and the power of the criminals involved, including
representatives of the international financial system, some already well
known to the American public.

Like you, Senator Russ Feingold and millions of honorable men and women in
your country, the vast majority of Brazilians believe that the law applies
to all equally, otherwise democracy becomes a fraud and we put at risk the
future of freedom and citizenship in the world. We must fight together for
justice and transparency, day and night, so that corrupt forces are not
imposed over the forces of good. That is why we firmly believe that there
can be no postponement of the justice claimed by the Brazilian people in the
face of the moral crisis that plagues the country.

Finally, we are fighting for justice TODAY. As Martin Luther King Jr. said,
"Justice delayed is justice denied." So, we appreciate your vigilance and
support to ensure that the processes of data evaluation and dissemination
contained in the 12 hard disks in possession of the CIA are not obstructed.
We want only the truth; for we know that the truth is sufficient to
guarantee the sovereignty of our people.

God bless you, your family, the American people and all their initiatives
aiming at the social improvement of mankind.

Sincerely,

Protógenes Queiroz
*www.protogenescontraacorrupcao.ning.com*